PT

1.G – A brutal Devassa no território do Alto Douro

VII

ROTEIRO

1758 – Em Fevereiro deste ano ainda a comissão calcorreava as terras do distrito de Vila Real. Mas já no Porto se iam amontoando os protestos dos lavradores cujas terras haviam ficado excluídas da zona demarcada de vinho fino. A pressão sobre a Junta da Administração da Companhia sobe a tal ponto que esta se vê obrigada a abrir um inquérito à atuação da comissão nomeada no ano anterior. Suspeita de subornos, desrespeito pelas ordens recebidas, de tudo um pouco parece ter havido nesta primeira tentativa de demarcação. E a 20 de Setembro de 1758 Sua Majestade declarava-a nula e nomeava outra comissão para recomeçar o trabalho, desta feita encabeçada por dois desembargadores, Manuel Gonçalves Miranda e Luís Seabra, respetivamente, juiz conservador e procurador fiscal da Companhia, acolitados por um escrivão e um meirinho. A 1 de Outubro partiram para o Douro, decerto cada vez mais elucidados das dificuldades inerentes a tal tarefa. O auto de encerramento dos trabalhos, porém, traz a data de 29 de Novembro, lugar de Santa Cruz, concelho de Baião. Será lícito estranhar a celeridade com que a missão foi executada. Supomos que a comissão, levando em mão o trabalho já feito anteriormente e as mais pertinentes reclamações dos lavradores, se limitou a verificar a razão destas e a acrescentar mais terras ao Território de Embarque e a manter outras excluídas.